Areia para descobrir.

Areia para descobrir.

[Mais uma praia onde guardo as minhas conchas.]

sábado, novembro 26, 2005

Algo.

É como se tudo tivesse fugido para um lugar em que me espera,
como se tudo quisesse que também eu fugisse, que também eu esperasse por nada,
num lugar em que tudo me espera.
Como se o meu tudo que é o teu nada fosse o nada de tudo o que é do Mundo.
Como se tudo não fosse da cor que mostra,
Como se alguém pintasse nada com guaches e tudo se tornasse em Arco-Íris porque o meu tudo é um nada impossível de explicar.

Como se quase tudo
Fosse quase alguma coisa...

[Como se a rosa que vês a murchar sobre ti, estivesse viva dentro de mim...]

Como se...
Eu existisse.